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"...ou
para todos para
sempre todos
emigram." Alberto
da Cunha Melo, in "Canto dos Emigrantes"
"Nenhum homem é uma ilha, completa em si mesma; todo homem é um pedaço do continente, uma parte da terra firme. Se um torrão de terra for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se tivesse perdido um promontório, ou perdido o solar de um teu amigo, ou o teu próprio. A morte de qualquer homem diminui a mim, porque na humanidade me encontro envolvido; por isso, nunca mandes indagar por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.
” John Donne (Tradução: Paulo Vizioli |
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Da
FAMÍLIA PLATAFORMA PARA A POESIA, suas TRILHAS
LITERÁRIAS e dos CULTORES DA ARTE POÉTICA os e-mails
recebidos na partilha da partida: Alisson da Hora,
André Cervinsks, Astier Basílio, Bruno Candéas, Carlos
Maia, Cida Pedrosa, Conceição Pazzola,
Delasnieve Daspet, Homero Fonseca, Jorge Filó, José Inácio,
José Inácio, José Nêumanne
Pinto, Lucila Nogueira, Luiz A.S.Monjeló, Martha Galrão, Maria
Cristina de Miranda Henriques, Martha Galrão, Norma Godoy,
Odimariles, Sílvia Câmara Martinez, Tânia França, Teresa
Oliveira, Verônica
Aroucha, Urariano Mota, Walter Ramos. Muitos foram mais gesto
que palavras e mais silêncio na despedida. A DEUS ERICKSON LUNA! Cláudia Cordeiro
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PARA ERICKSON
LUNA EM VERSO & PROSA p.1,
p.2,
p.3(webcards) |
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URARIANO MOTA |
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EM http://urarianoms.blog.uol.com.br/ |
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Chove
agora no Recife. Abril vem mal e mau. Interrompo o expediente,
os deveres, o fazer de conta que tudo vai bem. Interrompo em razão
da maior interrupção, porque a morte nos flagra em meio
à rotina. Pelo email me chega a notícia, má notícia, de
que faleceu o poeta Erickson Luna. Eu não o conhecia, nunca
fomos apresentados. Dizem-me que ele era um poeta marginal.
Dizem, fala-se que gostava de beber. Diz-se e mal diz-se, em
lugar de se maldizer, que ele estava com cirrose hepática + câncer
+ ...., como se isto fosse uma explicação, como se isso fosse
um desfecho justo, uma justa expiação. Bem-feito, querem
dizer. Vejam abaixo o crime desse homem. Vejam acima a sua
cara. Vejam que não era uma cara bonita, de aceitação
na sociedade. Ah, hipocrisia, a vingança dos poetas é o poema.
Em
resumo, não importa a cara, não importa o quanto fedem, não
importa a falta de dentes na boca, não importa a miséria
material em que vivem. Importa saber, no fim e afinal:
quando morre um poeta uma estrela a menos pisca no céu. Urariano
Mota - http://urarianoms.blog.uol.com.br/
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VERÔNICA AROUCHA |
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A Deus
Verônica Aroucha
Preciso ficar parado
e ver a natureza sorrir.
Com a transparência,
escuto as estrelas,
dou voltas no arco do sol,
disparo sem Lei.
Preciso ficar parado
e não tocar o que nasceu
para ser perfeito.
Agora compreendo meu barro.
Esqueceu de me resguardar da fonte.
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MARIA CRISTINA DE MIRANDA HENRIQUES |
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Loas a nossos poetas marginais - eles que sabem tudo de tudo e morrem sem nada. Mas vão para DEUS, onde a abundância os espera, e TERNAMENTE
Para Erickson Luna, peço que nos envie seu perfume de palavras de lá. Até um dia, poeta ! ! Dá um abraço no meu filho Daniel. Ele vai gostar de conhecê-lo.
Cristina Henriques
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JORGE FILÓ |
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Por e-mail: poetajorgefilo@gmail.com
// http://jorgefilo.zip.net/ |
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IDAS E IDAS
Jorge Filó
(Para Luna)
Nunca é tarde a partida
E sempre cedo é a ida
Pra quem um fio de vida
Servia de inspiração
Cada gole um novo tema
Em cada trago um poema
Tudo dentro do esquema
Sem dar-se trela a razão.
Vai-se cedo mais um forte
Sem precisar de transporte
Nessa bússola sem norte
Sem que se saiba o destino
Na visão do indeciso
Viaja sem dar aviso
Pois num instante impreciso
Bate o derradeiro sino.
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ASTIER BASÍLIO (em
e-mail reencaminhado
por JOSÉ NÊUMANNE) |
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Amigos,
ontem pela manhã, sou avisado por Jorge Filó da partida de nosso poeta Erickson
Luna.
Conheci-o em 2001 num evento da Usyna Cultural. Lembro-me de como meu amigo Alberto
Cunha Melo o apresentou: "esse aqui é o poeta que só tem a poesia. A única coisa que ele tem
é a poesia". Me impressionou a aura que dele emanava. Nesse mesmo dia, Cláudia Cordeiro
pede que ele declame, pra mim, o seu famoso poema "Canto do Amor e da Lama I". Érickson
me olha nos olhos, segura em meu braço e começa a me apresentar sua obra prima que me extasiava
a cada verso dito. Durante a declamação um amigo tentou interromper e falar comigo. Érickson
fuzilou-o com os olhos e disse: "NÃO INTERROMPA ESTE MOMENTO". Vi-o outras vezes
sempre vinha ao Recife. A última vez que o vi foi no lançamento de "O Cão de Olhos Amarelos",
de Alberto Cunha Melo, evento ao qual ele não faltava. Falei com ele. Me mostrou o livro. Fiz questão
de comprá-lo. "Obrigado poeta, estou vivendo disso, ultimamente". Dei-lhe um abraço que
não foi interrompido. Ontem à noite, escrevi esse poema em sua homenagem. Que descanse em paz.
um final para Erickson Luna
Astier Basílio
( Ésio Rafael)
em vossa sombra em álcool, o mendigo
e o profeta cambaleavam íntimos
ao chão que nunca havia. Círculos
da lama de Santo Amaro foram vistos;
enquanto o anjo, apertastes um fino.
Um blues e uma guitarra de gritos
iluminavam a travessia aos quintos.
O veneno era existir, jamais o líquido
Vossa alma fede a sincero e a limpo,
com olhos de riso e vício.
A poesia como final, desde o início.
http://astierb.blogspot.com/
- http://algaravaria.blogspot.com/2006/04/algaravariaes-03-astier-baslio.html
http://www.plataforma.paraapoesia.nom.br/plink2astier.htm
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CARTÃO VIRTUAL PLATAFORMA para download. Clique com o lado direito do mouse e escolha a opção
"Salvar como". (Foto anexada
a e-mail de Fernando Portela, reencaminhado por José Nêumanne). |
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ERICKSON LUNA
- REFERÊNCIAS E LINK
EPITÁFIO PARA UM
BUROCRATA
Faz da gravata
a forca
a fina veste
é tua mortalha
e teu birô
o teu esquife
Do gabinete ao túmulo
vade retro burocrata
In: Pernambuco, Terra da Poesia. Uma painel da
poesia pernambucana dos séculos XVI ao XXI. São Paulo:
Escrituras. 2005/2006, p. 451-454, 545.
Erickson
Luna:
poeta e compositor de música popular, nasceu no Recife em 1958. Morou por muito tempo no Bairro de Santo Amaro das Salinas, comunidade de formação operária, palco de resistência e luta contra a opressão. Seus poemas são disputados pelos
fanzines, circulando pela cidade.
Lançou o livro: Do Moço e do Bêbado que foi recebido e festejado por todos, sendo um dos eventos culturais mais concorridos do ano de 2004.
No dia 22 de dezembro de 2006, durante a festa de comemoração do Natal dos Poetas Pernambucanos, lançou o livreto "Claros Desígnios" em parceria com o poeta Francisco Espinhara.
Fonte: INTERPOÉTICA, onde você encontra mais poemas e
informações sobre o poeta. Acesse! Clique neste ícone: |
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p.2
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